quarta-feira, 4 de abril de 2007

Obrigado

Quase consigo ouvir o velho piano que fazes cantar, ainda que desafinado.
Quase consigo ver a tua cara de concentração, os teus olhos grandes e doces, que me fazem lembrar os duma criança quando sorris.
Quase consigo, ao olhar para o as teclas em que escrevo, ve-las umas pretas, outras amarelas, e, enquanto tocas melodias, vou tocando eu, nas minhas teclas com letras, e vão aparecendo no monitor palavras que são, para mim, uma parte de um dueto que tocamos à distância.
Fecho os olhos e vejo um jardim verde, com água à nossa frente que espelha a luz de um Sol que vai espreitando, por vezes, quando sente uma falha na pulsação desta valsa que dançamos em volta de coisas do dia-a-dia, que parecem ganhar importância por sairem da tua boca.
Sinto a tua proximidade como uma força que atrai para ti os meus pensamentos, assim como a vontade de me dissolver nos teus olhos amendoados, duas pérolas de âmbar escuro, cujo brilho clareia a sombra dos meus.
Abro os olhos, e no branco desta “folha” vejo mil sorrisos teus, que me aquecem esta noite primaveril... e encho-me de alegria por poder ainda fazer com que sorrias mais, por poder alegrar-te em más alturas e partilhar a tua felicidade nas boas, por poder ser parte da tua vida... e o obrigado, é para isso.
Aiueo naoeh ooptuc dxasqa

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