sábado, 5 de maio de 2007

Realmente, sinto-o...

Espreito por uma porta encostada
Sigo as pegadas de luz
Peço ao gato "xiu" para não me denunciar
Toca o relógio sem cuco
Dá horas à cusquice das vizinhas e eu,
Confesso ás paredes de quem gosto
Elas conhecem-te bem

Aconchego-me nesta cumplicidade, deixo-me ir
Nos trilhos traçados pela saudade de te encontrar
Ainda onde te deixei

Trago-te o beijo prometido
Sei o teu cheiro, mergulho no teu tocar
Abraças a guitarra e voas para além da lua

Amarro o beijo que se quer soltar
Espero que me sintas para me entregar
A cadeira, as costas, o cabelo e a cigarrilha
A dança do teu ombro...

E, nesse instante em que o silêncio
É o bater do coração
Fecha-se a porta
Pára o relógio
As vizinhas recolhem
Tu olhas-me...

Tu olhas-me...

Trago-te o beijo prometido
Sei o teu cheiro, mergulho no teu tocar
Abraças a guitarra e voas para além da lua

Amarro o beijo que se quer soltar
Espero que me sintas para me entregar
A cadeira, as costas, o cabelo e a cigarrilha
A dança do teu ombro...

E, nesse instante em que o silêncio
É o bater do coração
Fecha-se a porta
Pára o relógio
As vizinhas recolhem

Tu olhas-me...
Tu olhas-me...

Espreito por uma porta encostada
Sigo as pegadas de luz
Peço ao gato "xiu" para não me denunciar

4 comentários:

disse...

ao menos não cantaste ;) assim não perece mal*

Carbon Cellist disse...

Até parece... e há quem goste!

disse...

ui... adoro o sentido de sacrificio de certas pessoas :)

disse...

o teu blogue está às aranhas?